sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ASPARTAME X FENILCETONÚRIA

O Aspartame é composto por dois aminoácidos a  fenilalanina (50%) e ácido aspartíco (40%) e além desses aminoácidos ainda apresenta em sua estrutura química alcool metanol (10%).  

A questão que envolve o aspartame e a fenilcetonúria está no fato de que essa substancia é totalmente metabolizada, no trato digestivo as enzimas quebram a estrutura química em seus três componentes, logo o corpo absorve os aminoácidos normalmente como se eles tivessem sido provenientes de qualquer proteína dos alimentos.


No processo se nota que a fenilalanina da composição é exposta, o organismo de uma pessoa que possui  fenilcetonúria não é capaz de metabolizar fenilalanina e logo não é capaz de suportar essa substancia sem efeitos adversos.

Existem três tipos de fenilcetonúria resumidamente explicadas a baixo:

A Fenilcetonúria Leve é caracterizada quando os níveis de fenilalanina apresentam valores entre 10 e 20 mg/dl e o tratamento e acompanhamento também deve ser feito.

Fenilcetonúria Clássica onde os níveis de fenilalanina são muito altos e se encontram acima de 20mg/dl o que é muito perigoso e o portador de fenilcetonúria necessita de tratamento adequado e acompanhamento minucioso.

Na hiperfenilalaninemia permanente os valores de fenilalanina circulante são bem mais baixos, mas ainda sim acima do normal corresponde a valores entre o intervalo de 4 a 10 mg/dl. Quando isso é confirmado o tratamento em alguns casos não é necessário, a não ser que sempre os valores se apresentem tendendo a chegar a 10 mg/dl e o médico que acompanha o caso decida iniciar o tratamento.

Preste bem atenção e perceba o porque não é apropriado aos portadores de fenilcetonúria o consumo de aspartame.

Como lembra Whitney (2008) a dieta para um portador de fenilcetonúria exclui alimentos ricos em nutrientes e proteínas, tais como leite, carne,peixe, aves, queijos, ovos, nozes, leguminosas e muitos produtos a base de cereais, com muita dificuldade obtêm nutrientes essenciais como cálcio, ferro, e vitaminas do complexo B, que são encontrados nesses alimentos junto com a fenilalanina.

Os portadores de fenilcetonúria clássica e leve não devem consumir aspartame a fim de evitar conseqüências que prejudicam a sua saúde.

Porém no caso do portador da hiperfenilalaninemia permanente a quantidade de fenilalanina é menor, então seria muito inapropriado e muitíssimo arriscado que consumisse uma grande quantidade dessa substancia ao usar adoçante, ao sugerir que se atinja a dose recomendada de fenilalanina pura  encontrada no aspartame, que não contribui em nada com sais minerais e vitaminas prejudicaria ainda mais o estado nutricional dos indivíduos.

Para segurança da saúde do portador de fenilcetonúria que quiser adotar o hábito de consumir adoçantes que observe no rótulo a composição do produto, muitas vezes o adoçante é formado por mais de um edulcorante e pode ser que o aspartame esteja na composição, como pode também ser o único presente, a composição varia com a marca do produto, logo observar e optar por não consumir o aspartame afasta uma possibilidade de complicação decorrente de um hábito alimentar.


Por: Damylle Bueno.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ÍNDICE GLICÊMICO E RESPOSTA GLICÊMICA - o que são e como interferem no organismo?

O índice glicêmico corresponde ao potencial que um alimento tem de fazer com que se eleve a glicose sanguínea, para melhor compreensão a velocidade com que se eleva o “açúcar” no sangue.
O organismo humano apresenta uma resposta glicêmica quando se consome carboidratos, e se trata da velocidade com que a glicose é absorvida pelo organismo após a realização da refeição, a que nível ocorreu o aumento da glicose do sangue e a que velocidade esse nível voltou à normalidade.
O ideal é que ao processar o carboidrato o organismo proceda utilizando uma absorção lenta, com um aumento módico da glicose sanguínea e o regresso delicado no nível de glicose circulante, o que se considera uma resposta glicêmica baixa.
Uma resposta glicêmica alta é estabelecida quando a absorção da glicose é muito rápida, causando um pico de glicose circulante e gera uma reação que não é normal que é a queda da rápida da glicose e seu valor abaixo do nível recomendado.
Isso gera dúvidas para a maioria das pessoas, e a principal delas é como esse tipo de acontecimento afeta a saúde, bem só para se ter uma idéia da importância de se conhecer e se utilizar os valores relacionados ao índice glicêmico dos alimentos uma pessoa diabética pode se beneficiar ao consumir alimentos com baixo índice glicêmico, dificultando o aumento brusco da glicose sanguínea e ainda uma queda brusca nos níveis sanguíneos de glicose.
O destaque está no fato de que não só pessoas com algum tipo de doença metabólica devem priorizar o consumo desse tipo de alimento, é necessário e importante para a saúde que todos dêem preferência a alimentos de baixo índice glicêmico para evitar o surgimento de uma doença que vem crescendo muito no decorrer dos anos que é a diabetes do tipo II ou diabetes adquirida.
Diminuir o índice glicêmico da dieta pode melhorar o metabolismo de lipídios, bem como evitar doenças cardíacas. Pode ajudar no controle de peso. As fibras e outros carboidratos de digestão lenta prolongam a presença dos alimentos no trato digestivo, fornecendo assim maior saciedade e diminuindo a resposta a insulina, o que também pode ajudar no controle de peso. Por outro lado, a rápida absorção de glicose em uma dieta parece aumentar o risco de doenças cardíacas e incentivar as pessoas obesas a comer em demasia. (WHITNEY, Ellie; ROLFES, Sharon Rady. Nutrição:entendendo os nutrientes. 10 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. v.1, pag. 45.)
A utilidade pratica do índice glicêmico é limitada, pois essa informação é pouco mostrada nos rótulos dos alimentos e não é intuitivamente evidente. Na verdade, o índice glicêmico de alimentos não é sempre aquele que poderíamos esperar. Por exemplo, o sorvete é um alimento com alto índice de açúcar, mas produz menos resposta que a batata cozida alimento esse com alto índice de amido, provavelmente por causa da presença de gordura que diminui a mobilidade do GI e, conseqüentemente, a taxa de absorção de glicose. O purê de batatas produz mais resposta glicêmica que o mel, provavelmente porque o teor de frutose do mel tem pouco efeito sobre a glicose do sangue. É talvez mais importante para a vida diária, pois o efeito glicêmico dos alimentos depende de como eles são preparados e são ingeridos sozinhos ou acompanhados de outros alimentos. A maioria das pessoas ingere uma variedade de alimentos cozidos ou crus, que fornecem diferentes quantidades de carboidrato, gordura e proteína - todos influenciando o índice glicêmico da refeição. (WHITNEY, Ellie; ROLFES, Sharon Rady. Nutrição:entendendo os nutrientes. 10 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. v.1, pag. 45.)
É possível obter uma alimentação adequadamente regulada sem a utilização constante de uma tabela de índice glicêmico, já que os diversos tipos de dietas se utilizam de alimentos que possuem baixo índice glicêmico, como cereais integrais, frutas, produtos lácteos e hortaliças.
Outra opção muito importante é fracionar as refeições, pois comer pequenas porções e mais vezes no dia oferece ao organismo glicose em pequenas quantidades, porém constante, o que metabolicamente oferece vantagens parecidas com a utilização de somente alimentos com resposta glicêmica baixa.
Perante essas situações, é importantíssimo ressaltar a necessidade da orientação nutricional realizada por um nutricionista, para que seja esclarecida a viabilidade e vantagens na escolha de alimentos com baixo índice glicêmico e resposta glicêmica.
Por : Damylle Bueno

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Consumo de Álcool - engorda?

Recebi por email a seguinte pergunta de um leitor dessa página - Beber engorda?

Sim, consumir álcool frequentemente engorda, para muitos consumidores parece uma coisa dificil de imaginar, já que aparece na televisão e nas revistas que muitas pessoas consomem excesso de álcool para se manterem magros, isso é ilusão! O álcool em si não emagrece nínguem, mas devemos deixar claro que se uma pessoa só bebe e não come dependendo da quantidade do déficit calórico ela vai emagrecer, mas é preciso deixar claro que o fato do emagrecimento não se deve ao consumo de álcool, mas sim ao défcit calórico.

A bebida alcóolica fornece calorias ao organismo, e o mesmo as aproveita pois necessita de calorias para manter seu funcionamento, porém a forma com a qual o oragnismo processa o álcool para o aproveitamento dessas calorias faz com que seu funcionamento normal seja prejudicado.

A quantidade de calorias varia de acordo com o nutriente em questão,  basta observar abaixo:

1 grama de carboidrato......... 4 calorias
1 grama de proteína ............. 4 calorias
1 grama de gordura................9 calorias
1 grama de álcool ..................7 calorias

Como puderam observar a quantidade de calorias que o álcool fornece só perde para a gordura.

Outro grande problema do álcool é que ele oferta muitas calorias, mas nada de vitaminas e sais minerais, logo são considerados como alimentos que possuem "calorias vazias", oferecem essas calorias, mas não disponibiliza para o organismo micronutrientes necessários para um bom funcionamento orgânico.

Uma outra situação que o álcool atrapalha e muito é nos resultados das dietas de emagrecimento, muitas pessoas (principalmente as mulheres) reclamam que não conseguem atingir seus objetivos de redução de peso mesmo fazendo uma dieta elaborada por um nutricionista, e quando são indagadas sobre o consumo de bebidas alcóolicas não negam o consumo, mas ressaltam apenas consumir nos finais de semana. 

Agora pense comigo, depois de uma semana bem disciplinada, trabalhando, se alimentando corretamente, malhando, essa mesma pessoa no seu final de semana vai a um churrasco, ao um bar  ou qualquer outro lugar de lazer e bebe, e ainda pede aqueles petiscos fritos ou come carne, certamente terá problemas com a balança na segunda feira. Mas porque isso acontece é simples assim, o processo de perda de peso é contínuo, logo acumulando dias com alimentação correta a um determinado tempo a perda de peso aparece, mas se o processo for interrompido e o organismo for "bombardeado" por execesso de calorias a perda de peso não acontecerá e se ainda assim acontecer será bem menor que o que foi estimado.


Para que uma pessoa perca 1kg por mês é necessário que reduza do seu consumo diário aproximadamente 256 kcal por dia, analíse a situação abaixo e comprove que excesso de calorias da cervejinha do final de semana atrapalha o processo de emagreciemnto, e se ainda não estiver querendo emagrecer vai engordar e não será de forma saudável.

Consumo Habitual: 1550 kcal
Dieta de perda de peso  = 1300 kcal para perder 1 kg por mês.

segunda feira = 1300 kcal
terçca feira = 1300 kcal
quarta feira  = 1300 kcal
quinta feira = 1300 kcal
sexta feira  (com a saidinha de noite) = 2500 kcal
sábado = 2500 kcal
domingo  = 2500 kcal

A prescrição do nutricionista foi de um consumo calórico de 9100 kcal por semana , porém essa pessoa com a escapadinha do álcool consumiu na semana o total de calorias consumidas foi 12.700, foram consumidas 3.600 kcal a mais que o previsto. Está bem claro o que ocorreu!

Além dos problemas gravíssimos causados pelo consumo regular e exagerado do álcool como a esteatose hepática (fígado gorduroso), fibrose e cirrrose entre outros, o consumo de ácool também engorda.

E lembre-se não são só os petiscos consumidos com a bebida que fazem engordar o álcool em si é capaz de fazê-lo!


Por: Damylle Bueno


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CONSUMO DE ÁLCOOL- DA ESTEATOSE HEPÁTICA A CIRROSE

Quando um indivíduo ingere álcool esse chega a vários órgãos do corpo através de capilares sanguineos, ao chegar no fígado a  enzima álcool desidrogenase trabalha para oxidar o álcool a uma taxa razoavél, enquanto o sangue circula pelo fígado ele tem tempo de "descartar" parte do álcool consumido antes que continue seu trajeto pelo organismo.
 
O ácido graxo é o predileto das células do fígado, e elas trabalham eficientemente no processamento dessa substancia, se outra substancia se encontrar em maior quantidade no figado ele acabará deixando que os ácidos graxos se acumulem e passará a metabolizar essa outra substancia, é exatamente isso que ocorre com o álcool, o figado diminui o metabolismo dos lipidios e metaboliza o álcool. Esse processo repetidamente pode alterar a estrutura  da célula do fígado, prejudicando sua função, uma situação decorrente dessa sequencia de fatos é a esteatose hepatica, e pessoas que bebem muito alcool a desenvolve com facilidade.
 
O fígado pode procesar  aproximadamente 15ml de estanol por hora ( a quantidade de um típico drink), dependendo da estatura do corpo, da experiencia anterior em bebidas, da ingestão de alimentos e da saúde. A taxa máxima  da quebra do alcool é definida pela quantidade de alcool desidrogenase disponível, se chega mais alcool ao fígado do que as enzimas podem suportar, o alcool extra direciona-se para outras partes do corpo, circulando repetidamente até que as enzimas do corpo finalmente estejam disponíveis para processa-lo. (WHITNEY, Ellie; ROLFES, Sharon Rady. Nutrição: entendendo os nutrientes. 10 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. v.1, pag.334.)
 
A quantidade da enzima álcool desidrogenase presente no fígado varia de acordo com os individuos, dependendo dos genes que herdam e o modo como se alimentaram recentemente.
 
As mulheres devem tomar mais cuidado ao ingerir álcool, pois produzem menos menos álcool desidrogenase, logo mais álcool é absorvido e cai na corrente sanguinea, as mulheres tendem a absorver um terço a mais de álcool que os homens da mesma estatura e que ingerem a mesma quantidade de álcool.
 
Quando o fígado de uma pessoa fica muito sobrecarregado de gordura seu funcionamento fica comprometido, isso porque suas células perdem eficiência na realização de inúmeras tarefas de muita importância para o organismo, muitas dessas ineficiências acabam prejudicando a saúde nutricional de uma pessoa de tal forma que muitas vezes só a dieta não é capaz de corrigir os problemas que surgem.
 
A síntese de ácido graxos acelera com a exposição ao álcool, a acumulação de gordura pode ser vista no fígado pós uma única noite de muita ingestão de alcóol.     A ESTEATOSE HEPÁTICA, é o primeiro estágio da deterioração do fígado em consumidores frequentes  de álcool, interfere na distribuição de nutrientes e oxigênio as células do fígado.      A esteatose hepática é reversivel com a abstinência de álcool. Se ela permancer por muito tempo, porém, as céluas do fígado morrerão e formarão um tecido fibroso. Esse segundo estágio de deterioração do fígado se chama FIBROSE.       Algumas células do fígado podem se regenerar com boa alimentação e abstinencia de álcool, mas, em um estágio mais avançado, a CIRROSE, o dano é pouco reversível. (WHITNEY, Ellie; ROLFES, Sharon Rady. Nutrição: entendendo os nutrientes. 10 ed. São Paulo: Cengage Learning, 2008. v.1, pag.335.).
 
 
 
 
 
 
Por: Damylle Bueno.