O Aspartame é composto por dois aminoácidos a fenilalanina (50%) e ácido aspartíco (40%) e além desses aminoácidos ainda apresenta em sua estrutura química alcool metanol (10%).
A questão que envolve o aspartame e a fenilcetonúria está no fato de que essa substancia é totalmente metabolizada, no trato digestivo as enzimas quebram a estrutura química em seus três componentes, logo o corpo absorve os aminoácidos normalmente como se eles tivessem sido provenientes de qualquer proteína dos alimentos.
No processo se nota que a fenilalanina da composição é exposta, o organismo de uma pessoa que possui fenilcetonúria não é capaz de metabolizar fenilalanina e logo não é capaz de suportar essa substancia sem efeitos adversos.
Existem três tipos de fenilcetonúria resumidamente explicadas a baixo:
A Fenilcetonúria Leve é caracterizada quando os níveis de fenilalanina apresentam valores entre 10 e 20 mg/dl e o tratamento e acompanhamento também deve ser feito.
Fenilcetonúria Clássica onde os níveis de fenilalanina são muito altos e se encontram acima de 20mg/dl o que é muito perigoso e o portador de fenilcetonúria necessita de tratamento adequado e acompanhamento minucioso.
Na hiperfenilalaninemia permanente os valores de fenilalanina circulante são bem mais baixos, mas ainda sim acima do normal corresponde a valores entre o intervalo de 4 a 10 mg/dl. Quando isso é confirmado o tratamento em alguns casos não é necessário, a não ser que sempre os valores se apresentem tendendo a chegar a 10 mg/dl e o médico que acompanha o caso decida iniciar o tratamento.
Preste bem atenção e perceba o porque não é apropriado aos portadores de fenilcetonúria o consumo de aspartame.
Como lembra Whitney (2008) a dieta para um portador de fenilcetonúria exclui alimentos ricos em nutrientes e proteínas, tais como leite, carne,peixe, aves, queijos, ovos, nozes, leguminosas e muitos produtos a base de cereais, com muita dificuldade obtêm nutrientes essenciais como cálcio, ferro, e vitaminas do complexo B, que são encontrados nesses alimentos junto com a fenilalanina.
Os portadores de fenilcetonúria clássica e leve não devem consumir aspartame a fim de evitar conseqüências que prejudicam a sua saúde.
Porém no caso do portador da hiperfenilalaninemia permanente a quantidade de fenilalanina é menor, então seria muito inapropriado e muitíssimo arriscado que consumisse uma grande quantidade dessa substancia ao usar adoçante, ao sugerir que se atinja a dose recomendada de fenilalanina pura encontrada no aspartame, que não contribui em nada com sais minerais e vitaminas prejudicaria ainda mais o estado nutricional dos indivíduos.
Para segurança da saúde do portador de fenilcetonúria que quiser adotar o hábito de consumir adoçantes que observe no rótulo a composição do produto, muitas vezes o adoçante é formado por mais de um edulcorante e pode ser que o aspartame esteja na composição, como pode também ser o único presente, a composição varia com a marca do produto, logo observar e optar por não consumir o aspartame afasta uma possibilidade de complicação decorrente de um hábito alimentar.
Por: Damylle Bueno.





