sexta-feira, 29 de abril de 2011

RELACTAÇÃO E LACTAÇÃO ADOTIVA


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Relactação é o restabelecimento do processo de produção do leite em mulheres que, por algum motivo suspenderam a amamentação por um período de tempo.

É uma técnica que ao mesmo tempo em que supre a alimentação que o bebê precisa, estimula a sucção no peito, levando o bebê a reaprender com o tempo o mecanismo da sucção e induz a produção de leite pela estimulação dos hormônios prolactina e ocitocina.

O menor espaço de tempo e idade do bebê podem definir as melhores chances de êxito.

Existem muitas mulheres que nunca engravidaram, mas que adotaram um bebê e passaram pelo processo de ensinar o bebê a mamar e obtiveram sucesso, nesses casos o processo se chama lactação adotiva.

Sabe-se que a relactação apresenta resultados melhores em mulheres que já tiveram filhos, mas não é impossível que haja sucesso com a lactação adotiva.
O processo de relactação e lactação adotiva pode ser desenvolvido de duas maneiras:¹

1.    Colocar a criança no peito 8 a 10 vezes/dia, deixando-a sugar por 5 a 10 minutos.
Em seguida, complementa-se com leite humano, oferecido com colher ou copo.
Quando a secreção láctea aumenta, o complemento vai sendo diminuído.
Esse método é mais adequado para casos de relactação no qual o processo já está estabelecido.


2.    Usar uma seringa grande ou frasco esterilizado e uma sonda de polietileno fina, estéril.
Colocar uma das pontas da sonsa no frasco que contém o leite humano. Este deverá ser colocado em posição mais alta do que a altura da mama. A outra ponta deve ser presa junto ao mamilo, com esparadrapo.
Ao se colocar o bebê para sugar, este sugará também o conteúdo do frasco.
À medida que o bebê se alimenta, está estimulando a produção de leite.
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É importante que todo o processo seja feito com muita seriedade, as  principais indicações para que se inicie o processo são:

Para aquelas mães que desejam amamentar, mas que por alguma doença sua ou do bebê não poderam fazê-la no tempo adequado;
Também para aquelas mães que suspenderam a amamentação por falta de orientação;
Inclusive as mães que não iniciaram a amamentação e que desejam fazê-la em benefício da saúde no seu bebê;
E também para mulheres que se tornaram mães adotando um bebê.
Além dessas indicações outros casos mais específicos também pedem a iniciação do processo.

É comum que o processo se inicie entre o 12° e 14° dia do nascimento do bebê e que o processo obtenha êxito e se constitua após três ou quatro semanas continuadas.

1 Accioly,Elizabeth; SAUNDERS, Claudia; LACERDA, Elisa Maria de Aquino. Nutrição em obstetrícia e pediatria. Rio de Janeiro: Cultura Médica,2009.

Por: Damylle Bueno

ESCOLHA O TIPO DE ADOÇANTE QUE MAIS ATENDE AS SUAS NECESSIDADES SEM FAZER MAL

O adoçante dietético tem sido muito utilizado como substituto do açúcar em dietas de redução de peso e de controle de alguma doença, no mercado existe uma variedade de adoçante muito grande, dos naturais aos artificiais, dos nutritivos aos não nutritivos das mais diversas marcas.

Os adoçantes são substancias químicas que conferem sabor doce e quando comparado a sacarose possui um poder adoçante muito maior.

Os adoçantes podem ser naturais extraídos de vegetais e frutas, artificiais produzidos em laboratório. Nutritivos, pois conferem caloria que será aproveitada pelo corpo, e não-nutritivo quando isento de caloria.

Alguns dados para sua escolha:

Sacarina – artificial – não nutritivo: tem o poder adoçante 300 a 400 vezes maior do que a sacarose, ela é absorvida mas não é metabolizada.
A sacarina não deve ser de maneira alguma fervida, pois confere gosto amargo ao alimento.
O seu uso é restrito para pessoas hipertensas, com problemas renais e ascíticos necessitam de restrição de sódio.

Ciclamato – artificial – não nutritivo: seu poder adoçante é 30 a 40 vezes maior do que a sacarose, não é metabolizado, quase todo o seu conteúdo é eliminado pelas fezes.
É um adoçante que suporta altas temperaturas e também pode na composição suportar a presença de ácidos.
O ciclamato não deve ser utilizado por pessoas hipertensas, com problemas renais e ascíticos, pois necessitam de fazer a restrição do sódio. A utilização também é limitada em grávidas.


Acesulfame K – artificial – não nutritivo: não é absorvido e tem o poder adoçante 180 a 200 vezes  maior do que a sacarose, não deve ser fervido pois confere gosto amargo ao alimento. Também é muito usado na indústria alimentícia de bebidas e de higiene oral.
Não fornece calorias, o sabor permanece o mesmo após elevações de temperatura de até 200°C.
Não influencia no metabolismo da glicose o que faz com que seja seguro em pacientes diabéticos.


Stevia – natural – não nutritivo: proveniente de um arbusto chamado Stevia rebandiana, é natural do Paraguai, Brasil e Argentina. Tem o seu metabolismo pouco conhecido. Alguns estudos feitos com animais e em humanos indicaram que esse adoçante possui a capacidade de combater o aumento da pressão arterial e de diminuir os níveis de glicose no sangue de pacientes diabéticos, logo após as refeições. Mas nada foi nada confirmado, pois outros estudos ao apresentaram respostas semelhantes.
Poder adoçante 250 a 300 x maior do que a sacarose. Recomendação é de 5,5mg/Kg/dia.

Sucralose ­– natural – não nutritivo: derivada da sacarose da cana-de-açúcar, Possue poder adoçante 600 vezes maior do que a sacarose. Fornece 4 Kcal/g, mas é considerada não-calórica pois não é metabolizada. É termorresistente. Não há restrições para grávidas  Indicado para diabéticos, fenilcetonúricos, obesos e para quem deseja consumir
quantidade reduzida de calorias IDA: 5mg/Kg/dia.


Manitol – artificial – não nutritivo: encontrado em vegetais e algas marinhas. Possui poder adoçante 45% menor do que a sacarose.
Mantém-se bastante estável quando levado a altas temperaturas e apresenta 2,4 kcal/g muito utilizado combinado com o sorbitol pela industria de alimentos.


Sorbitol: natural ou artificial (hidrogenação) nutritivo - álcool monossacarídeo. Deve ter um cuidado porque em crianças é possível que tenha efeito laxativo, oferece 4 kcal/g e tem poder adoçante maior que 40x do que a sacarose, sua absorção é muito lenta cerca de 70% é absorvido e quantidades ingeridas que estejam acima de 30g/dia tendem a causar diarréia osmótica. A recomendação é que não se ultrapasse 150mg/kg/dia.


Xilitol: natural nutritivo adoçante natural é encontrado nas fibras de alguns vegetais como milho, ameixa, framboesa, dentre outros. Também pode ser extraído de alguns tipos de cogumelo. O seu sabor é tão doce quanto a sacarose, porém é aproximadamente 33% menos calórico, oferecendo apenas 2,4 calorias por grama. Tem propriedade cariostática (prevenção de cáries) e pode ainda reverter lesões iniciais nos dentes. Geralmente é bem tolerado pelo organismo humano, mas em doses elevadas acima de 200 g por dia, tende a ter efeito laxativo.


Frutose: natural nutritivo(levulose): apresenta poder adoçante em média 2,2 vezes maior do que a sacarose, mas depende do pH e temperatura que estiver inserido. Possui efeito laxativo a partir de 70 a 100g/dia. A recomendação é 40 g/dia ou 0,5g/Kg/dia.


Aspartame – artificial – nutritivo : é totalmente metabolizável, fornece 4 kcal/g.
Seu uso é restrito em pacientes nefropatas, também em pacientes com encefalopatia hepática e outros e proibido para fenilcetonúricos. A recomendação é de 50mg/kg/dia.
Tem o poder adoçante 180 a 200 vezes maior que a sacarose.



Por: Damylle Bueno

quarta-feira, 13 de abril de 2011

TRÍADE DA MULHER ATLETA

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Existe uma cobrança muito grande pelo corpo perfeito principalmente na população feminina, essa preocupação se torna ainda maior para as mulheres que se mantêm fisicamente muito ativas por questões que envolvem trabalho e que necessitam de um corpo bem magro para conseguir desenvoltura adequada e melhorarem suas performances, esses problemas muitas vezes acometem atletas mulheres e bailarinas, além de outras modalidades que envolvem esportes e arte.
Existe a cobrança pessoal, dos treinadores, dos juízes das provas e tantos outros, com tanta pressão e falta de orientação nutricional adequada essas mulheres acabam desenvolvendo uma síndrome denominada Tríade da Mulher Atleta que se compõe por desordem alimentar, amenorréia e osteoporose.
É importante ressaltar que uma atleta que apresente um desses sintomas deve ser avaliada para possível presença dos outros sintomas, além dos problemas de saúde a atleta deve entender que se manter com esses problemas reduz o desempenho físico, pode causar morbidez e mortalidade.
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A desordem alimentar se caracteriza principalmente por comportamentos como restrição de alimentos, o oposto que é o exagero no consumo de alimentos e purgação (se trata de vômito induzido) podendo evoluir para distúrbios alimentares ainda maiores.
Quando se contata a ausência de três ou mais ciclos menstruais consecutivos se caracteriza como amenorréia.
A redução de energia ingerida não está relacionada com o aparelho reprodutor feminino, porém a desnutrição aguda, provocada por essa restrição, está associada ao surgimento da amenorréia. Quando o organismo privado tem acesso novamente ao alimento, essa situação é revertida. Esse fato foi demonstrado na Segunda Guerra Mundial, pois, em conseqüência da falta de alimento, muitas mulheres tornaram-se amenorréicas. Com o final da guerra, o acesso à alimentação foi restabelecido, assim como os ciclos menstruais (Beznos, 1993).

A perda de depósitos específicos de gordura pode ser a chave para determinar disfunção menstrual, pois a gordura corporal é um fator regulador da função endócrina. O metabolismo do tecido adiposo difere de região para região em mulheres durante a gravidez e a lactação. A atividade lipolítica na região do quadril, das pernas e das nádegas é maior do que a na região abdominal em mulheres grávidas e em lactação, e nessa área a ação da lipase lipoprotéica é maior, porém mais pronunciada durante a gravidez. A gordura depositada nessas regiões possui papel importante no processo da reprodução feminina. Supõe-se que, quando esses estoques estão abaixo de determinada quantidade, existe a impossibilidade de engravidar ou amamentar. A depleção desses estoques em esportistas pode ser uma possível explicação para as disfunções menstruais, sinalizando que o corpo não pode sustentar a fertilidade. Não se sabe exatamente as diferenças na distribuição de gordura entre atletas com e sem amenorréia, mas sua existência é conhecida. Especula-se também se o corpo tentaria manter essa gordura, principalmente a relacionada à reprodução, modificando o metabolismo basal ou a eficiência do aproveitamento dos nutrientes ingeridos (Burke, 1994).

Quando existe diminuição dessa gordura, a quantidade de estrógeno diminui e os andrógenos aumentam, causando a parada dos ciclos menstruais.(Hale, 1984).
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Com a alimentação inadequada e com deficiência de cálcio associado ao excesso de atividade física a massa óssea vai se tornando cada vez mais reduzida juntamente com a disfunção menstrual essa perda fica cada vez maior.
Jovens atletas com AME têm perda óssea de 2% a 6% por ano, e por volta dos 20 anos sua massa óssea é equiparável a uma mulher de 60 anos de idade. Essas perdas podem ser irreversíveis, pois o pico de formação óssea nunca foi atingido, e então a massa óssea perdida nunca será completamente recuperada, mesmo a mulher passando a ter ciclos menstruais normais, com reposição de estrógeno e suplementação de cálcio. Possivelmente uma atleta com amenorréia demoraria de 10 a 15 anos para ter sua massa óssea restaurada (West, 1998; Lauder, 1999).

MANTOANELLI, Graziela; VITALLE, Maria Sylvia de Souza  and  AMANCIO, Olga Maria Silverio. Amenorréia e osteoporose em adolescentes atletas. Rev. Nutr. [online]. 2002, vol.15, n.3, pp. 319-340. ISSN 1415-5273.
PARDINI, Dolores P.. Alterações hormonais da mulher atleta. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.4, pp. 343-351. ISSN 0004-2730.
OLIVEIRA, Fátima Palha de; BOSI, Maria Lúcia Magalhães; VIGARIO, Patrícia dos Santos  and  VIEIRA, Renata da Silva. Eating behavior and body image in athletes. Rev Bras Med Esporte [online]. 2003, vol.9, n.6, pp. 348-356. ISSN 1517-8692.

 Por: Damylle Bueno