quarta-feira, 13 de abril de 2011

TRÍADE DA MULHER ATLETA

retirada da internet

Existe uma cobrança muito grande pelo corpo perfeito principalmente na população feminina, essa preocupação se torna ainda maior para as mulheres que se mantêm fisicamente muito ativas por questões que envolvem trabalho e que necessitam de um corpo bem magro para conseguir desenvoltura adequada e melhorarem suas performances, esses problemas muitas vezes acometem atletas mulheres e bailarinas, além de outras modalidades que envolvem esportes e arte.
Existe a cobrança pessoal, dos treinadores, dos juízes das provas e tantos outros, com tanta pressão e falta de orientação nutricional adequada essas mulheres acabam desenvolvendo uma síndrome denominada Tríade da Mulher Atleta que se compõe por desordem alimentar, amenorréia e osteoporose.
É importante ressaltar que uma atleta que apresente um desses sintomas deve ser avaliada para possível presença dos outros sintomas, além dos problemas de saúde a atleta deve entender que se manter com esses problemas reduz o desempenho físico, pode causar morbidez e mortalidade.
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A desordem alimentar se caracteriza principalmente por comportamentos como restrição de alimentos, o oposto que é o exagero no consumo de alimentos e purgação (se trata de vômito induzido) podendo evoluir para distúrbios alimentares ainda maiores.
Quando se contata a ausência de três ou mais ciclos menstruais consecutivos se caracteriza como amenorréia.
A redução de energia ingerida não está relacionada com o aparelho reprodutor feminino, porém a desnutrição aguda, provocada por essa restrição, está associada ao surgimento da amenorréia. Quando o organismo privado tem acesso novamente ao alimento, essa situação é revertida. Esse fato foi demonstrado na Segunda Guerra Mundial, pois, em conseqüência da falta de alimento, muitas mulheres tornaram-se amenorréicas. Com o final da guerra, o acesso à alimentação foi restabelecido, assim como os ciclos menstruais (Beznos, 1993).

A perda de depósitos específicos de gordura pode ser a chave para determinar disfunção menstrual, pois a gordura corporal é um fator regulador da função endócrina. O metabolismo do tecido adiposo difere de região para região em mulheres durante a gravidez e a lactação. A atividade lipolítica na região do quadril, das pernas e das nádegas é maior do que a na região abdominal em mulheres grávidas e em lactação, e nessa área a ação da lipase lipoprotéica é maior, porém mais pronunciada durante a gravidez. A gordura depositada nessas regiões possui papel importante no processo da reprodução feminina. Supõe-se que, quando esses estoques estão abaixo de determinada quantidade, existe a impossibilidade de engravidar ou amamentar. A depleção desses estoques em esportistas pode ser uma possível explicação para as disfunções menstruais, sinalizando que o corpo não pode sustentar a fertilidade. Não se sabe exatamente as diferenças na distribuição de gordura entre atletas com e sem amenorréia, mas sua existência é conhecida. Especula-se também se o corpo tentaria manter essa gordura, principalmente a relacionada à reprodução, modificando o metabolismo basal ou a eficiência do aproveitamento dos nutrientes ingeridos (Burke, 1994).

Quando existe diminuição dessa gordura, a quantidade de estrógeno diminui e os andrógenos aumentam, causando a parada dos ciclos menstruais.(Hale, 1984).
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Com a alimentação inadequada e com deficiência de cálcio associado ao excesso de atividade física a massa óssea vai se tornando cada vez mais reduzida juntamente com a disfunção menstrual essa perda fica cada vez maior.
Jovens atletas com AME têm perda óssea de 2% a 6% por ano, e por volta dos 20 anos sua massa óssea é equiparável a uma mulher de 60 anos de idade. Essas perdas podem ser irreversíveis, pois o pico de formação óssea nunca foi atingido, e então a massa óssea perdida nunca será completamente recuperada, mesmo a mulher passando a ter ciclos menstruais normais, com reposição de estrógeno e suplementação de cálcio. Possivelmente uma atleta com amenorréia demoraria de 10 a 15 anos para ter sua massa óssea restaurada (West, 1998; Lauder, 1999).

MANTOANELLI, Graziela; VITALLE, Maria Sylvia de Souza  and  AMANCIO, Olga Maria Silverio. Amenorréia e osteoporose em adolescentes atletas. Rev. Nutr. [online]. 2002, vol.15, n.3, pp. 319-340. ISSN 1415-5273.
PARDINI, Dolores P.. Alterações hormonais da mulher atleta. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.4, pp. 343-351. ISSN 0004-2730.
OLIVEIRA, Fátima Palha de; BOSI, Maria Lúcia Magalhães; VIGARIO, Patrícia dos Santos  and  VIEIRA, Renata da Silva. Eating behavior and body image in athletes. Rev Bras Med Esporte [online]. 2003, vol.9, n.6, pp. 348-356. ISSN 1517-8692.

 Por: Damylle Bueno

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabens pela materia!!!!